sexta-feira, 3 de abril de 2009

NOVO PROGRAMA RTP



Gostas de música? Gostas de cantar? Gostas de animação?

Não podes perder a oportunidade que a ENDEMOL e a RTP te oferecem de cantares ao lado dos teus ídolos.

Para isso, tens que te increver no programa que vai pôr Portugal a cantar.

As inscrições, e todas as informações úteis, estão disponíveis nos seguintes telefones:

96 952 11 58 / 21 389 08 00

ou

nuno.gomes@endemol.pt

segunda-feira, 30 de março de 2009

2 OIRÀLUBACOV

Santa: substantivo feminino singular, mulher santa, pessoa altruísta, que faz o bem, que atente às necessidades dos outros em detrimento das suas, mulher que cuida dos mais desfavorecidos, que performa favores a troco de nada, pessoa a quem a comunidade recorre em socorro, que responde às preces do povo.

OIRÀLUBACOV

Vagabunda: substantivo feminino singular, do composto vaga-bunda ou bunda-vaga, rabo livre, traseiro desocupado, bumbum disponível para a cópula, mulher receptiva ao amor.

domingo, 29 de março de 2009

MULHER BRASILEIRA GOSTA DE DAR!?/ COMPLEXO DA VAGABUNDA

"Eu gosto de dar e gosto, porque não cobrar?" ou "Não dou para qualquer um, não sou vagabunda não", são os dois extremos da mulher brasileira. E nem é isso que vou discutir hoje, não. Que história é essa da mulher brasileira "dar" ou "não dar"? Que palhaçada é essa do verbo "dar" associado ao acto sexual??? Primeiro que tudo, se alguém dá alguma coisa é o homem, a mulher recebe! Mas fora o preciosismo literal, por favor, alguém me explica essa noção de que a mulher dá alguma coisa ao homem, concede o direito, abre portas, no momento de transar? Só porque é a mulher que abre as pernas significa que é ela que nos "deixa entrar"? Que nos dá ou nos nega esse direito/honra/sorte (chamem-lhe o que quiser)??? Por muito estereotipados que estejam os sexos, já cheira mal essa convicção de que o homem tem de subir à árvore para colher a fruta da mulher, para poder trincar a maçã. Há maçãs que nos caem em cima, que se atiram literalmente para nós (não me venham dizer que são vagabundas), e há maçãs que caem mal o homem começa a subir. Esta metáfora já cheira a tutti-frutti, e é tudo para dizer que, pelo amor de Zeus: se querem um mundo onde homem é mulher são tratados de igual modo (para vocês, feministas), admitam que não há lugar melhor onde esta igualdade pode existir - na cama. O sexo é consentido? Então ninguém dá nem ninguém recebe. Ambos dão e ambos recebem. O consentimento é mútuo. Não me venham com a história de que homeme fode tudo o que mexe, porque na mesma proporção e até número de homens assim, existem igualmente mulheres "vagabundas", "libertinas" ou "putas gratuitas". E não há mulheres fáceis nem mulheres santas. Há as que gostam de sexo, com ou sem compromisso, e as que querem primeiro um anel no dedo, ou um jantar, um fim-de-semana na praia, antes de "darem".



Mulheres que dão, continuem a dar. Para as que não dão, lembrem-se do espírito natalício, de que Natal deveria ser todos os dias, e que dar é sempre melhor do que receber, porque quando damos recebemos também. E além do mais, não precisam sequer de dar, basta que emprestem, por uma noite ou mais...



Para mim basta que me dêem sossego. Já estou farto de ouvir a história das santas de São Paulo, e do quão são diferentes da brasileira estereótipo. Deixem-se de complexos, de se preocuparem com o que as pessoas pensam de vocês, do que um portugês pensa das brasileiras. MAs se queriam saber o que penso, está aqui! Leiam se quiserem. Também tenho complexo de pila pequena e não falo disso a toda a gente...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A nova Atlântida

Muitos ainda sonham e teorizam: o que foi o continente Atlântida, será que existiu mesmo, onde, que segredos nos revelaria... É um assunto que me fascina, confesso, mas também queriam saber os segredos do Titanic, e quando finalmente o descobriram no fundo do mar concluíram sem margem para dúvidas que tinha afundado. O que foi um alívio, coisas dessas não devem ser segredo.

Agora pergunto-me, tu que és insultado constantemente neste meu blog, nesta espécie de Sex and the City (favor trocar Sex por Masturbation) e já me mandaste vezes sem conta (vezes como o caralho, portanto) para o esse sítio tão feio que é mesmo o caralho, sabes tu dizer-me onde é? Onde fica o caralho?

Já fui mandado para o caralho, mas que eu saiba nunca lá cheguei ou por lá passei. Ja me disseram que sítios que procuro ficam longe como o caralho e outros dizem que "isso fica lá no caralho mais velho." O que introduz uma novidade. O Caralho, além de divindade omnipresente tem hierarquia, tem descendência e ascendência, tem família. Concluo então que o caralho mais velho é mesmo longe como o caralho, está portanto acima na cadeia, no céu, mais longe, pronto. E que este seria o ancião e que o caralho será o caçula (o mais novo). Não quero entrar em heresias nem comparações bíblicas, mas realmente o caralho está sempre na ponta da língua ( como o credo, o ai jesus, o valha-nos deus, deus me livre) mas vai-se a ver ele não está em lado nenhum. E também tem um filho, que não digo que tenha descido à Terra, porque não o encontro, mas teoricamente se o caralho mais velho está acima do caralho, este último estará mais próximo de nós (mas não no meio). Mas então onde será que fica mesmo o caralho?

Não acho que seja um problema de sinalização, até porque em Portugal há placas "como o caralho" a apontarem para Trânsito Local e o raio da localidade não aparece em nenhum mapa. ALiás, acho que quanto mais placas houver para um determinado sítio o mais certo é ele ficar mesmo lá para o caralho mais velho ou nem existir. Percebem agora porque sou Ateu?

Medida Universal

Enquanto o mundo, apesar de já totalmente globalizado economicamente, com moedas únicas que unem países, acordos ortograficos da treta que.... que... coiso, pronto, porque é que ainda há gente que se pesa em libras? Eu não tenho uma balança de merceeiro, nem moedas inglesas para equilibrar o outro prato. Porque é que para comprar um LCD de alta definição o tamanho do ecrã (aqui é tela, né?) vem em polegadas? Quem raios sabe quanto é uma polegada? É o tamanho do polegar? E isso é uma medida universal? Não há polegares maiores e mais pequenos uns que os outros? Dá vontade de perguntar ao gajo da Fnac se foi ele que mediu com o dedo. "Desculpe, disse 52 polegadas, mas com o polegar erecto ou retraído?" E milhas? A TAP deixa o cliente acumular milhas para descontos e promoções. EU sei lá quanto é uma milha, diabos!!! Ainda por cima Há milhas náuticas e milhas terrestres. Como o avião sobrevoa o Atântico, estamos a falar de milhas náuticas? Ou também há milhas aeronáuticas? Porque não medem essa merda em quilómetros, caralho?

E aí lembrei-me: Caralho! Qual sistema métrico, qual sistema imperial. Comtemplai o novo sistema verdadeiramente universal, para medidas de comprimento e também para medidas de peso. Nunca verás nada igual, e tudo graças à versatilidade inagualável da língua portuguesa, ou mesmo do instrumento de medição em questão. A partir de agora não meço mais nada, chega de fitas métricas, de quadros de conversão, balanças de farmácia. "Quanto mede a tela desse Plasma mesmo?", só preciso que me respondam que "esse, senhor, é grande como o caralho." E esse piano aí, de meia cauda, pesa mais que o de parede?", "Este piano senhor, pesa como o caralho." "Tens pé nessa piscina?, "eh pá, pés até tenho dois mas a piscina é funda como caralho!"

Mas não pensem que o caralho como medida é subjectivo ou que só adjectiva coisas realmente grandes e pesadas, porque caralhos há muitos e de todos os tamanho e feitios. Asim, os sapatos de número inferior que experimentei ontem na sapataria eram apertados como o caralho. Para quê dizer que eram "muito" pequenos? E se ao compararmos telemóveis eu digo que o teu realmente é leve como o caralho, agradece por não ter dito "leve como uma pena", porque eu até os homofóbicos protejo.

Digam lá se este meu sitema não é do caralho?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Balada de São Paulo

Não é uma série inspirada na Balada de Hill Street nem na de Nova York. Balada, em São Paulo, é a noite, a night, as discos, os bares onde se abana a bunda, ou a cabeça para sacudir a tentação da bunda que abana. Dado o esclarecimento, aqui vai a história:

Pela primeira vez,  em 3 meses de permanência em São Paulo, saí à noite, fui à "balada"..... com o meu pai. Que foi?... Ok, continuando, fomos de táxi para a Vila Olímpia, um bairro da cidade. O taxista arregalou os olhos quando chegámos ao destino, as moças à porta do "Armazém da Vila" estavam todas arranjadinhas, "turbinadas". Pagámos ao homem, que nos desejou boa sorte, a salivar como um doido. Eu e o meu pai entramos na fila, que até estava curta. O segurança olhou-me de alto a baixo e abanou a cabeça, "de bermudas não pode entrar".

Pois, eu estava de calções, para verem a minha experiência de sair à noite para as discos. "Pronto, vamos embora", pensei, "vamos a um tasco qualquer beber uma jola", já derrotado. E aí, um dos vendedores que parava ali pela porta do bar disse-me que alugava calças. Desconfiado, insiti com o pai para deixarmos a balada para a próxima, que por aquela noite já me sentia tanso o suficiente. Sem efeito, eu e o meu pai acompanhamos o vendedor às traseiras da balada, onde se iria dar a "transação". "Que nojo", pensei, ia usar umas calças de outra pessoa, talvez até as do vendedor. Já no beco, ele pega numa mochila velha, onde parecia ter a sua "muda" de roupa, a que me ia alugar. Qual quê, da mochila saíram 4 pares de calças engomadinhas e bem dobradas, lavadas e praticamente novas. Respirei de alívio, não só pela questão higiénica, mas também por orgulho. Afinal era óbvio que aquele homem geria um negócio dirigido para tansos como eu. E o negócio parecia florescer. Conformei-me de que podia ser tanso mas sozinho neste mundo não andava. Viva os tansos!!! TRoquei-me ali mesmo na rua. Bora para a balada.

Já de novo na fila eramos abordados por outros vendedores que nos queriam vender cerveja e outras bebidas alcoólicas a um preço realista, antes de entrarmos na disco. Não tínhamos sede, não comprámos nada. Na ponta da fila estavam os seguranças a fazer a triagem, verificar identificações. "Não trouxe a minha", lembrei-me. Desculpem, mas tenho a mania de andar sem carteira e sem documentos, detesto o chumaço no bolso do rabo e ando sempre de manga curta e sem casaco. Nos bolsos gosto de meter as mãos e sentir... sentir-me, e mais nada! Nem moedas, nem telemóvel, nem preservativos (outra coisa que não levei - afinal saí com o meu pai). Por acaso o meu pai tinha com ele o meu cartão de estudante da universidade, estava salvo, pensei. Chegou a minha vez, mostrei o cartão, e o gorila nem olhou. Reparou apenas que já estava de calças e deixou-me passar.

Lá entrámos. E, se lá fora não tínhamos sede, mal vimos as moças a passearem-se pela pista, todas descascadas, com mais carne à mostra que um talho, aí sim, a cerveja pareceu-nos tentadora. Não tenho muito mais para contar, quem me conhece já sabe que, independentemente da música ser boa ou má, e do recheio feminino da casa ser docinho ou fraco, eu simplesmente fico encostado à parede, a comer com os olhos, de cerveja na mão. Posso adiantar que a uma altura estava à procura do meu pai, que tinha ido buscar mais cerveja. Pelo meio das pessoas que afastava à minha passagem, na tentativa de encontrar o meu pai, sinto tocarem-me no ombro. "É o meu pai", pensei enquanto me voltava para trás. Mas não. Deparo-me com uma morenaça que olha para mim e encolhe os ombros como quem diz "então"? O que queria ela dizer eu não sei. Tanto podia ser " não danças porquê, anormal?", ou "isto é assim, pisas-me e nem pedes desculpa!?", ou mesmo "então, não me reconheces? Deixaste-me pêlos nas costas e agora ignoras-me?!" Em microsegundos decidi que o mais provável era tê-la pisado mesmo. Pedi desculpa com a mão, e afastei-me.

Mas realmente, porque é que não danço? É simples, aprecio bastante a sedução que é posta no acto de dançar, principalmente com uma brasileira abanar-se toda à minha frente. Mas não me esperem capaz de seduzir por esse mesmo meio, contentem-se em saberem-me seduzido.

Não me conquistarás pelo estômago, que muito gosto de comer bem, mas prefiro bem mais te comer.

O tarado despede-se.