quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Privado depravado
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A vida
Black 'n' White
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
TV no teu PC

quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Santa Ignorância
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Sardinhas em lata

Sim, aqui no Brasil há sardinhas. Grandes, pequenas, vesgas, esguias, balofas, elegantes, convencidas, provocadoras, sensuais... ah, já não estou a falar de peixe (então e o bacalhau???). Se conseguirem relacionar esta pequena introdução com o resto do conteúdo do post considerem-se tão estúpidos e prevertidos como eu (prefiro viver sozinho nesta montanha, aviso já). Mas não pensem que por isso somos iguais ou que partilhamos as mesmas experiências de vida, que nos compreendêmos e que acabamos as frases uns dos outros. Se isso acontecer é porque um de nós está a mandar o outro para o caralho (qual é o escândalo? é português, não é?).
Adiante. O Metro. Ou como dizem aqui, Metrô. Enfim... o transporte metropolitano de S.Paulo é neste momento o segundo mais concorrido do mundo. Não, não quer dizer que está na moda, quer dizer... sim, é isso mesmo está na moda. Ultrapassado apenas pelos números do Metro de Tokio, o de S.Paulo recebe uma média diária de 1,3 milhões de utilizadores. Considerando o número de estações exitentes e de comboios utilizados nas linhas, 1,3 milhões depessoas por dia significa uma média de 9 pessoas por metro quadrado. Se algum de vocês tem ideia do quanto que é um metro quadrado saberá do que eu estou a falar. Somos todos sardinhas enlatadas. Enlatadas, suadas, sonolentas, cansadas, a caminho do trabalho, a caminho de casa, com mau hálito, com um perfume maravilhoso, de headphones no ouvido, a ler Paulo Coelho, a lutarem contra a gravidade da aceleração e travagem constante desta toupeira metálica que percorre as tocas da Terra. Tudo isto esfregando-nos uns nos outros. Porque se tenho 8 pessoas no mesmo metro quadrado que eu, basta querer coçar a virilha para me arriscar a masturbar alguém sem querer. Mas sejamos justos, não é assim tão mau. Se no Brasil há 10 mulheres para cada homem , então se há mais 8 pessoas a esfregarem-se em mim a caminho do trabalho, é seguro dizer que em média 7 serão mulheres (calculado por equações matemáticas da minha invenção, patente registada). Pensem comigo, isto equivale a muito sexo anónimo. Esfreganços, mãos a tentar alcançar em bolsos os trocos necessários para o bilhete de autocarro (ou ônibus), uma simples consulta das horas no telemóvel, passar uma música à frente no leitor de Mp3... tudo muito insuspeito, e a culpa é do capitalismo, não nossa. Ah... o sonho de qualquer homem, sexo sem compromissos, sem nomes, sem promessas de ligar o dia a seguir. Apenas uma simples troca de palavras no fim:
"Amanhã na mesma estação?"
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Procurando S.Paulo
Talvez tenha mais significado para um paulistano (agora é assim que se chama um habitante de S.Paulo), mas fica na mesma para a comunidade lusófona a BD dos internacionalmente reconhecidos artistas brasileiros e irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.
Humor português
Já deverão ter lido isto nos comentários do post anterior, mas é bom demais para ser só um comentário. Assim, fica aqui como post, pois eu não teria dito melhor. Obrigado, Sílvia, continua a participar.
"Cá em Portugal também há muito empregos inúteis como no registo civil em Vizela onde uma mulher se encontra de cu sentado numa cadeirinha a repetir os números que aparecem em tamanho garrafal e na nada garrida cor vermelha para que as pessoas que não queem levantar a cabeça saibam se chegou a sua vez de entrar ou não. Ou outro exemplo. Fui eu hoje renovar o BI e fazer o cartão de cidadão (ah posi é, gente chique) que demora meia hora por pessoa a fazer com dezenas de pessoas à espera e havia lá uma bela cachopa encostada à maquina das senhas só para dizer que não vale a pena esperar porque provavelmente não será atendido. Mas aqui a anedota tem um nome específico: função pública."
por Sílvia Azevedo.
Nem mais!
domingo, 7 de setembro de 2008
Verdade filosófica
sábado, 6 de setembro de 2008
Política humorista
Há, no entanto, empregos inúteis louváveis. Aqui há dias estava eu na rua e chuviam picaretas e canivetes suíços, o que eu aprecio bastante. Só para não passar por parvo à chuva fui-me abrigar À entrada de um shopping, onde já muita ovelhinha cidadã esperava pelo fim da chuva. Esta estava a gostar de cair, por isso veio o assistente de táxis, de guarda chuva na mão, escoltar pessoa a pessoa da porta do shopping ao táxi que ele previamente mandava parar assim que estes iam passando em frente ao shopping. Pura eficiência.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Só vos peço
Oitava praga
Conhecem aquela sensação de quererem ir para o fim do mundo, o cantinho do globo mais recôndito, aquele lugar para lá da linha do horizonte onde tão valentes navegantes sucumbiram à cascata que é a gravidade, só para estarem sozinhos? Para que vos deixem em paz? E depois encontram esse lugar, chegam lá, olham em volta, e quando estão seguros que se encontram absolutamente sozinhos de repente ouvem alguém, a falar de alheiras com sotaque de Cascais. O quê, também já vos aconteceu?? Solidariedade, irmãos...
Eu sei que a bíblia não fala de nós, porque não havia ainda Portugal, Condado Portucalense, ou sequer Lusitânia, decerto. Viriato tinha dentes de leite, D.Afonso Henriques não sabia ainda se gostava da sopa da mãe, e o Sócrates ainda não podia ler O Pinóquio. Por isso não somos mencionados na bíblia. Mas eu tenho para mim que durante as sete pragas do Egipto ouviram-se gritos de horror, clamores por misericórdia divina, gemidos horrendos de dor e suplícia, e um português a falar de alheiras com sotaque de Cascais. Somos a oitava praga do Egipto. fujas para onde fugires para passar férias longe de tudo, vais encontrar no mínimo um português, ou no mesmo avião que tu, ou na cabana ao lado da tua, que construiste na ilha do LOST, onde sabias que ninguém te ia encontrar.
"Como o mundo é pequeno" O TANAS!!! Que praga que nós somos.
O meu consolo é que dizem que depois do holocausto nuclear só restarão baratas como seres vivos. Baratas e pelo menos um português como testemunha desta teoria.
Hábitos
Há 100 anos que o Brasil recebe emigrantes japoneses, mas para mim que sou de fora ainda custa habituar-me a ouvi-los no metro a falar português (do brasil, he he). JAPONESES!!! É incrível. Mas esta questão dos japoneses leva-me a outra questão, a outro hábito. Uma coisa aparentemente insignificante, mas que faz sentido, e com certeza diferença. O que se calhar não faz sentido é a sua quase que exclusividade à sociedade japonesa? Porquê?! Serão eles malucos? Ou nós uns porcos?
Bem, exclusivo não é! Os japoneses chegam a casa e tiram os sapatos. Nós em Portugal também. Mas no Japão é por uma questão de higiene, não "poluir" a casa com a imundice da rua. Em Portugal é por uma questão de estética, para não sujarmos o chão, não vão os vizinhos aparecer para um cházinho e biscoitos, ou até o Papa a pedir cama porque o seu American Express não funciona.
E sejas brasileiro ou português não me convences de que é a mesma coisa.
