quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Privado depravado

O meu pai sempre me disse que as grandes privações só nos fazem crescer, as grandes barreiras só nos fazem querer saltar mais alto. Como o corpo humano, que compensa um cego com um olfacto apurado e audição de morcego. Por isso me especializei em sexo manual. Estou até a escrever um manual do sexo para o sexo manual. Eu sei, eu sei, pode parecer um desporto fácil, mas tudo tem a sua ciência e arte. E ainda que pensem que sabem tudo sobre este assunto, há bastantes questões que podemos colocar a nós próprios, ou à nossa parceira (a mão). Por exemplo: no acto em si, quem domina? Eu ou a mão? E recuando mais um pouco, quem aborda quem? No meu caso eu sou mais tímido, a minha mão é mais atrevida. Tenho que esconder a outra no bolso para evitar ciúmes? Porque não posso usar as duas e fazer um ménage a trois? Porque não me acorda ela a meio da noite para uma rapidinha? E mais importante que tudo, porque penso eu sempre noutra quando faço sexo com ela? Será que ela sabe?

Depois há as vantagens, que não se encontram num relacionamento entre homem e mulher. Ela nunca me diz que não, nem alega dor de cabeça ou cansaço e, se por algum motivo estiver incapacitada tenho sempre a outra ao lado. Mas sejamos realistas, a outra nunca vai perceber tanto da coisa. As desvantagens também existem. Com o tempo as lesões físicas aparecem (não, não é a mítica cegueira). Um ombro deslocado, cãibras na mão, atrofia muscular no braço contrário. Já por isso convém ir trocando, usar as duas. Mas nunca foi fácil manter a estabilidade com duas relações sérias ao mesmo tempo. Também há o mito dos pelos na palma da mão. Tenho-vos a dizer que é mentira. A única parte do meu corpo que não tem pêlos sãos as palmas das mãos e dos pés. Quando saio do mar dizem-me que tenho algas nas costas, e não, não é da masturbação. Há por aí gajos bem mais atletas que eu neste desporto, e não têm um único pêlo, nem barba (está tudo a ficar andrógeno). Por falar em atletas, espanta-me certos "desportos" olímpicos como o hipismo e o curling... porque não masturbação também? Acho que seria positivo, deixar a alegria de uma medalha para os mais frustrados e anti-sociais. Esses sim, são uns atletas do caralho!!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A vida

Toda a gente sabe que por vezes as melhores ideias e epifanias ocorrem-nos na casa de banho, no chuveiro ou na sanita (vaso no Brasil). E hoje eu estava a urinar e tive um desses episódios, que me revelou a verdade da vida. Por muito que se queira planear, por muito que se pré-determine um caminho, que se trace uma rota mental ou que se faça pontaria, acaba-se sempre por falhar e fica tudo mijado. E nas raras ocasiões em que, ao longo do processo, se consegue endireitar, não adianta o esforço, porque no fim vai tudo por água abaixo. É... Comigo é assim... e se contigo é diferente é porque não puxas o autoclismo!
Ah! Só agora é que percebi porque se chama mijão a um sortudo. Mija muito, tem mais prática, acerta mais, portanto.

Black 'n' White

A vida a preto e branco. Sem meios tons, cinzas escuros ou claros, brancos sujos ou pretos baços. Sem algo metafísico como a alma, ou um lado que só os próximos conhecem, não! Apenas preto e branco, defeitos e qualidades, só! Sou uma besta, mas canto bem no chuveiro. Sou peludo, mas faço panquecas. Sou tímido em pé, desavergonhado deitado. Sou tudo o que quiseste que eu fosse, sou nada do que tinhas imaginado. Sou eu, sou o meu outro lado, sou uma esfera, sou um dado. Sou aquilo que me acusas de ser, mas com classe, um cabrão de fato e gravata, um anjo de pijama, sou!!! Porque ser é estar. E eu estou. É este o meu estado. Sentado a escrever o que me apetecer. E tu  a ler esta merda!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

TV no teu PC


Atenção, juventude luso-falante (brasileiros incluídos), agora podem ver qualquer canal de TV ou Rádio no vosso computador pessoal, seja Windows ou Mac. Vá, pronto, menos os pornográficos. Sim, é gratuito. Saca-o aqui e vê a Al-Jazheera enquanto trabalhas no escritório, dança na secretária ao ruído da MTV, ou pasma-te com as notícias do mundo na BBC, assim do tipo: "Ah!!! Amanhã é sexta!!! Olha-me que notícia boa que bi agora na Têa Bêa..."

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Santa Ignorância

Eu sou uma pessoa simples, de gostos simples, de aspirações e desejos simples. Gosto de estar bem com o mundo, considero-me até estóico, não exijo do mundo e o mundo não exige de mim. Chamem-me Ricardo Reis, pronto. Não guardo ressentimentos nem rancores, não gosto de odiar ninguém. Mas há uma coisa que eu odeio. Estupidez!!! Já nem falo da ignorância, porque essa é desculpável, depende das oportunidades que a pessoa teve na vida, da educação, não depende de todo do QI da pessoa. Mas onde é que eu quero ir com isto?

Dia sim, dia não, eu e os outros portugueses com quem convivo aqui em S.Paulo somos vítimas de pura estupidez, de ignorância da mais profunda e inimaginável extensão. "Vocês são argentinos?" ou "Espanhóis?" são perguntas comuns que nos são dirigidas. Como se já não bastasse confundirem a própria língua (o português) com a dos castelhanos há ainda a empregada de balcão (ou balconista) que faz a excelente e perspicaz observação à minha mãe:

- A senhora é argentina?
- Não! Sou portuguesa. Eu falo português!
- Ah, é... pois, tem tanto brasileiro que vai para os EUA, para Portugal... aí as pessoas acabam aprendendo a língua, né?

Respirem fundo, apanhem o queixo do chão, e riam, riam porque só dá para rir ou para espancar, e essa parte fica para mim, se não se importam.

Resumindo, é difícil ser-se brasileiro, falar português (ainda que do brasil), e não conseguir juntar o nome da língua (portuguesa) ao país da sua origem, que tem um nome não muito parecido (daí a dificuldade) que é PORTUGAL!!! Como se não bastasse, acham que quem fala português fora do Brasil, foi porque aprendeu à custa da convivência com emigrantes brasileiros. No fundo, o português foi espalhado por brasileiros. O mais estranho é um brasileiro nem sequer se perguntar porque é que a sua língua não é de facto o brasileiro, mas sim o português. "Quiseram-lhe dar um nome diferente, só pode ter sido isso".

Ignorância há em todo o lado, mas desta magnitude, em que as pessoas não conhecem sequer a sua origem, o porquê de falarem a sua língua e não outra, é simplesmente demais. Valho-nos Santa Ignorância, que Deus está de férias.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sardinhas em lata


Sim, aqui no Brasil há sardinhas. Grandes, pequenas, vesgas, esguias, balofas, elegantes, convencidas, provocadoras, sensuais... ah, já não estou a falar de peixe (então e o bacalhau???). Se conseguirem relacionar esta pequena introdução com o resto do conteúdo do post considerem-se tão estúpidos e prevertidos como eu (prefiro viver sozinho nesta montanha, aviso já). Mas não pensem que por isso somos iguais ou que partilhamos as mesmas experiências de vida, que nos compreendêmos e que acabamos as frases uns dos outros. Se isso acontecer é porque um de nós está a mandar o outro para o caralho (qual é o escândalo? é português, não é?).

Adiante. O Metro. Ou como dizem aqui, Metrô. Enfim... o transporte metropolitano de S.Paulo é neste momento o segundo mais concorrido do mundo. Não, não quer dizer que está na moda, quer dizer... sim, é isso mesmo está na moda. Ultrapassado apenas pelos números do Metro de Tokio, o de S.Paulo recebe uma média diária de 1,3 milhões de utilizadores. Considerando o número de estações exitentes e de comboios utilizados nas linhas, 1,3 milhões depessoas por dia significa uma média de 9 pessoas por metro quadrado. Se algum de vocês tem ideia do quanto que é um metro quadrado saberá do que eu estou a falar. Somos todos sardinhas enlatadas. Enlatadas, suadas, sonolentas, cansadas, a caminho do trabalho, a caminho de casa, com mau hálito, com um perfume maravilhoso, de headphones no ouvido, a ler Paulo Coelho, a lutarem contra a gravidade da aceleração e travagem constante desta toupeira metálica que percorre as tocas da Terra. Tudo isto esfregando-nos uns nos outros. Porque se tenho 8 pessoas no mesmo metro quadrado que eu, basta querer coçar a virilha para me arriscar a masturbar alguém sem querer. Mas sejamos justos, não é assim tão mau. Se no Brasil há 10 mulheres para cada homem , então se há mais 8 pessoas a esfregarem-se em mim a caminho do trabalho, é seguro dizer que em média 7 serão mulheres (calculado por equações matemáticas da minha invenção, patente registada). Pensem comigo, isto equivale a muito sexo anónimo. Esfreganços, mãos a tentar alcançar em bolsos os trocos necessários para o bilhete de autocarro (ou ônibus), uma simples consulta das horas no telemóvel, passar uma música à frente no leitor de Mp3... tudo muito insuspeito, e a culpa é do capitalismo, não nossa. Ah... o sonho de qualquer homem, sexo sem compromissos, sem nomes, sem promessas de ligar o dia a seguir. Apenas uma simples troca de palavras no fim:

"Amanhã na mesma estação?"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Procurando S.Paulo

Talvez tenha mais significado para um paulistano (agora é assim que se chama um habitante de S.Paulo), mas fica na mesma para a comunidade lusófona a BD dos internacionalmente reconhecidos artistas brasileiros e irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon.

Humor português

Já deverão ter lido isto nos comentários do post anterior, mas é bom demais para ser só um comentário. Assim, fica aqui como post, pois eu não teria dito melhor. Obrigado, Sílvia, continua a participar.

"Cá em Portugal também há muito empregos inúteis como no registo civil em Vizela onde uma mulher se encontra de cu sentado numa cadeirinha a repetir os números que aparecem em tamanho garrafal e na nada garrida cor vermelha para que as pessoas que não queem levantar a cabeça saibam se chegou a sua vez de entrar ou não. Ou outro exemplo. Fui eu hoje renovar o BI e fazer o cartão de cidadão (ah posi é, gente chique) que demora meia hora por pessoa a fazer com dezenas de pessoas à espera e havia lá uma bela cachopa encostada à maquina das senhas só para dizer que não vale a pena esperar porque provavelmente não será atendido. Mas aqui a anedota tem um nome específico: função pública."

por Sílvia Azevedo.

Nem mais!

domingo, 7 de setembro de 2008

Verdade filosófica

O grande Agostinho de Oliveira dizia que um brasileiro é um português à solta. Definição que assenta como uma luva à Fátima de Felgueiras.

sábado, 6 de setembro de 2008

Política humorista

Aqui há tempos lembrei-me: Já que o nosso governo é uma anedota, porque não recorrer ao humor para governar? Já me sentia um génio quando descobri que é exactamente isso que se faz aqui no Brasil, governa-se na base da anedota. E resulta!!! Enquanto em Portugal o desemprego só não sobe porque os desempregados emigram, aqui pega-se na anedota do "quantos alentejanos são precisos para mudar uma lâmpada" e aplica-se ao desemprego. Deste modo temos uma média de três a cinco pessoas para fazer o trabalho de uma. Vinte, se a tarefa fôr mesmo mudar uma lâmpada, porque cinco sujeitos apenas não chegam para desenroscar a casa. Claro que isso acaba por criar empregos inúteis, como o de ascensorista ou o de ensacador, mas se olharmos bem já existem muitos cargos inúteis. Talvez inúteis seja a palavra errada, mas que querem? não estou habituado a tantas mordomias. Eu entro no elevador e carrego no botão, não preciso de alguém que o faça por mim, e pagar a alguém cuja única função é alapar o cú na cadeira e carregar no 10º andar por mim não me parece sensato. Mas isso é o meu sindicato, o dos preguiçosos com certeza que vê com bom olhos este tipo de coisas. Nos supermercados, as meninas das caixas são apenas isso mesmo, caixas. Registam e recebem o pagamento, enquanto que as compras são ensacadas por uns coitados que passam o dia em pé a meter aquilo que não podem comprar para si em sacos de plástico que nós vamos levar para casa. Em Portugal as meninas da caixa devem ter pós graduação ou mestrado, porque além de registarem e darem troco também põem-nos simultaneamente as compras nos sacos. Até nos perguntam pelo cartão Continente. Mas têm de compreender que se trata de combater o desemprego, e não de maximizar os lucros. Ainda nos supermercados, e também em restaurantes, há os arrumadores ou vallet boys. Prático, porque em S. Paulo é difícil de estacionar. Mas chega-se a extremos ridículos. Ou talvez não. Ontem estava à porta do supermercado, a contar os aviões que me passavam por cima, a escassos 15 metros do chão. E nisto chega um homem com o seu BMW novo em folha e estaciona num dos lugares em frente ao super. Convém frisar que qualquer carro importado aqui é ultra caro. Por isso, se em Felgueiras toda a gente tinha um Mercedes ou BMW menos eu (gosto de ser diferente), em S.Paulo é raro o Mercedes e BMW. Porquê? Porque a maior parte dos poucos que podem ter um carro desses preferem ter um helicóptero para voarem de casa para o trabalho e vice-versa. Mas voltando à história. Se em Portugal um arrumador de rua leva uma coça se se aproxima sequer do BMW que acabou de estacionar, aqui o dono do carro entrega sem problemas a chave ao arrumador profissional (este é pago para o ser e não pede moedinhas) que, imagine-se, apenas lhe vai virar o carro, enquanto o dono vai às compras. Ou seja, está o dono do BMW a escolher o vinho que melhor acompanha o jantar e o arrumador a ligar o carro, fazer marcha atrás, manobrar, voltar a estacionar, desta feita já com a frente virada para a rua. E pronto, está virado o carro. E dizem vocês, "e daí?". Não é que eu seja preconceituoso, mas eu não dava a chave do meu carro, fosse ele BMW ou fusca, a um desconhecido para o virar. E não é por desconfiança, apenas reservo o prazer de conduzir o meu carro só para mim. "Ah, mas fazer manobras é chato". Para quem não sabe fazer as coisas, até limpar o rabo cansa. Mas isso é só o meu sindicato. Fica no entanto a sugestão, profissionalizem os arrumadores em Portugal, dêm-lhes a chave e eles que estacionem, virem, eles que se preocupem em encaixar o carro no lugar. Até porque dar ao braço com o jornal enrolado e dizer "destroçe" não é o suficiente para ganhar a moedinha.
Há, no entanto, empregos inúteis louváveis. Aqui há dias estava eu na rua e chuviam picaretas e canivetes suíços, o que eu aprecio bastante. Só para não passar por parvo à chuva fui-me abrigar À entrada de um shopping, onde já muita ovelhinha cidadã esperava pelo fim da chuva. Esta estava a gostar de cair, por isso veio o assistente de táxis, de guarda chuva na mão, escoltar pessoa a pessoa da porta do shopping ao táxi que ele previamente mandava parar assim que estes iam passando em frente ao shopping. Pura eficiência.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Só vos peço

Gosto de futebol, mas não costumo acompanhar. Só que um Benfica-Porto não se perde, não é? A malta da cerveja e do tremoço sabe do que estou a falar. Depois do habitual alvoroço que antecede o jogo, nem a RTP Internacional, nem os mais que vários canais de desporto brasileiros passaram o jogo. Participaram no alvoroço, no "ai jesus que está quase no dia da cerveja e do tremoço, do meu benfica/do meu porto, carago!", mas passar o jogo... não é preciso.
O que me leva a questionar. A mais que próxima guerra-civil, aí no país velho, vai passar na televisão? Em que canal? Vou ter de me deslocar a Portugal para assistir ao vivo? Ai não sabem do que estou a falar? Um dia explico (quando já não for preciso).
Só vos peço é que a aproveitem bem, e por mim. Limpem toda essa escória, esse bolor do país. E ai da besta que se lembre de apelidar o acontecimento como o novo 25 de Abril. Ai dele que se contente com um novo feriado e mudança ZERO!!! Ai de vós! Mil caralhos vos fodam para toda a eternidade (calma meninas), se continuáreis a gozar dos prazeres do mangalho do governo e dos políticos que, mesmo pobremente untado de vaselina que vos convença ou vos faça escorregar na esparrela, lá vai conseguindo penetrar bem fundo onde vos dói mais o orgulho. Não me levem a mal, Sado-maso até giro, umas palmadinhas no rabo dela, uns arranhões nas costas dele... mas isto não, está bem, juventude? Eu já nem falo dos mais velhos, cuja memória curta e o reumatismo impede que mudem de posição. Agora vocês? Não fiquem de quatro. Ide lá ao quintal desenterrar as G3s que os vossos pais e avós guardaram do Ultramar. Deixem os javalis e as perdizes em paz. Atirem nos suínos do parlamento. Fisgas, foices e picaretas também podem participar, pronto. As bisnagas de água estão fora de questão (por questões puramente ambientais, entenda-se).

Oitava praga

Conhecem aquela sensação de quererem ir para o fim do mundo, o cantinho do globo mais recôndito, aquele lugar para lá da linha do horizonte onde tão valentes navegantes sucumbiram à cascata que é a gravidade, só para estarem sozinhos? Para que vos deixem em paz? E depois encontram esse lugar, chegam lá, olham em volta, e quando estão seguros que se encontram absolutamente sozinhos de repente ouvem alguém, a falar de alheiras com sotaque de Cascais. O quê, também já vos aconteceu?? Solidariedade, irmãos...

Eu sei que a bíblia não fala de nós, porque não havia ainda Portugal, Condado Portucalense, ou sequer Lusitânia, decerto. Viriato tinha dentes de leite, D.Afonso Henriques não sabia ainda se gostava da sopa da mãe, e o Sócrates ainda não podia ler O Pinóquio. Por isso não somos mencionados na bíblia. Mas eu tenho para mim que durante as sete pragas do Egipto ouviram-se gritos de horror, clamores por misericórdia divina, gemidos horrendos de dor e suplícia, e um português a falar de alheiras com sotaque de Cascais. Somos a oitava praga do Egipto. fujas para onde fugires para passar férias longe de tudo, vais encontrar no mínimo um português, ou no mesmo avião que tu, ou na cabana ao lado da tua, que construiste na ilha do LOST, onde sabias que ninguém te ia encontrar.

"Como o mundo é pequeno" O TANAS!!! Que praga que nós somos.

O meu consolo é que dizem que depois do holocausto nuclear só restarão baratas como seres vivos. Baratas e pelo menos um português como testemunha desta teoria.

Hábitos

Há 100 anos que o Brasil recebe emigrantes japoneses, mas para mim que sou de fora ainda custa habituar-me a ouvi-los no metro a falar português (do brasil, he he). JAPONESES!!! É incrível. Mas esta questão dos japoneses leva-me a outra questão, a outro hábito. Uma coisa aparentemente insignificante, mas que faz sentido, e com certeza diferença. O que se calhar não faz sentido é a sua quase que exclusividade à sociedade japonesa? Porquê?! Serão eles malucos? Ou nós uns porcos?

Bem, exclusivo não é! Os japoneses chegam a casa e tiram os sapatos. Nós em Portugal também. Mas no Japão é por uma questão de higiene, não "poluir" a casa com a imundice da rua. Em Portugal é por uma questão de estética, para não sujarmos o chão, não vão os vizinhos aparecer para um cházinho e biscoitos, ou até o Papa a pedir cama porque o seu American Express não funciona.

E sejas brasileiro ou português não me convences de que é a mesma coisa.