
Sim, aqui no Brasil há sardinhas. Grandes, pequenas, vesgas, esguias, balofas, elegantes, convencidas, provocadoras, sensuais... ah, já não estou a falar de peixe (então e o bacalhau???). Se conseguirem relacionar esta pequena introdução com o resto do conteúdo do post considerem-se tão estúpidos e prevertidos como eu (prefiro viver sozinho nesta montanha, aviso já). Mas não pensem que por isso somos iguais ou que partilhamos as mesmas experiências de vida, que nos compreendêmos e que acabamos as frases uns dos outros. Se isso acontecer é porque um de nós está a mandar o outro para o caralho (qual é o escândalo? é português, não é?).
Adiante. O Metro. Ou como dizem aqui, Metrô. Enfim... o transporte metropolitano de S.Paulo é neste momento o segundo mais concorrido do mundo. Não, não quer dizer que está na moda, quer dizer... sim, é isso mesmo está na moda. Ultrapassado apenas pelos números do Metro de Tokio, o de S.Paulo recebe uma média diária de 1,3 milhões de utilizadores. Considerando o número de estações exitentes e de comboios utilizados nas linhas, 1,3 milhões depessoas por dia significa uma média de 9 pessoas por metro quadrado. Se algum de vocês tem ideia do quanto que é um metro quadrado saberá do que eu estou a falar. Somos todos sardinhas enlatadas. Enlatadas, suadas, sonolentas, cansadas, a caminho do trabalho, a caminho de casa, com mau hálito, com um perfume maravilhoso, de headphones no ouvido, a ler Paulo Coelho, a lutarem contra a gravidade da aceleração e travagem constante desta toupeira metálica que percorre as tocas da Terra. Tudo isto esfregando-nos uns nos outros. Porque se tenho 8 pessoas no mesmo metro quadrado que eu, basta querer coçar a virilha para me arriscar a masturbar alguém sem querer. Mas sejamos justos, não é assim tão mau. Se no Brasil há 10 mulheres para cada homem , então se há mais 8 pessoas a esfregarem-se em mim a caminho do trabalho, é seguro dizer que em média 7 serão mulheres (calculado por equações matemáticas da minha invenção, patente registada). Pensem comigo, isto equivale a muito sexo anónimo. Esfreganços, mãos a tentar alcançar em bolsos os trocos necessários para o bilhete de autocarro (ou ônibus), uma simples consulta das horas no telemóvel, passar uma música à frente no leitor de Mp3... tudo muito insuspeito, e a culpa é do capitalismo, não nossa. Ah... o sonho de qualquer homem, sexo sem compromissos, sem nomes, sem promessas de ligar o dia a seguir. Apenas uma simples troca de palavras no fim:
"Amanhã na mesma estação?"

1 comentário:
É como com ET que veio cá a Portugal e andaca a apertar as mãos a todas as mulheres que via, até as de bigode e agradecia sempre. TInha os orgãos genitais nas mãos. É uma piada muito estúpida e assim contada a meio ainda mais estúpida fica mas pronto. São as actuais orgias em movimento, ou troca de casais sobre carris, dedo aqui, mão ali e troca. Sem compromissos de muitos filhos sem pai. LOL.
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